Dúvidas e feedbacks
Perguntas frequentes sobre terapia As 12 dúvidas que mais aparecem antes da primeira sessão, respondidas de forma direta.
Se a sua pergunta não estiver aqui, pode mandar pelo WhatsApp. Responder dúvida antes de agendar faz parte do trabalho.
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Como saber se preciso de terapia?
Não existe um limite objetivo de sofrimento. Na prática, 3 sinais costumam indicar que vale procurar: o incômodo se repete há semanas, já atrapalha o sono, o trabalho ou as relações, e as saídas que antes funcionavam pararam de funcionar. Terapia também é procurada sem crise nenhuma, por quem quer se conhecer melhor.
A pergunta quase sempre vem junto de outra: “meu problema é grande o bastante?”. Ela parte de uma premissa equivocada, a de que existe um tamanho mínimo de sofrimento que autoriza pedir ajuda. Não existe.
Alguns marcadores concretos ajudam a decidir:
- O mesmo assunto ocupa sua cabeça há semanas
- Mudou o sono, o apetite ou a disposição
- Você evita pessoas ou lugares que antes não evitava
- Alguém próximo notou uma mudança em você
- Houve perda, término ou mudança grande de vida
- Você quer se conhecer melhor, sem crise nenhuma
Nenhum desses itens é diagnóstico e nenhum precisa estar presente. Muita gente chega sem crise alguma, buscando autoconhecimento, que é o primeiro dos 13 campos atendidos aqui.
Existe também o caminho oposto: perceber que precisa e adiar. Os dois motivos mais comuns são o medo de ser julgado, e a aposta de que vai passar sozinho. Sobre o primeiro: o trabalho do psicólogo não é julgar, é entender. Sobre o segundo: às vezes passa mesmo, e a primeira sessão serve para avaliar isso com alguém que lida com isso todos os dias.
Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista?
São três formações diferentes. O psicólogo tem graduação em Psicologia, de cerca de 5 anos, e registro obrigatório no CRP. O psiquiatra é médico e é o único dos três que pode prescrever medicamentos. O psicanalista tem formação específica em Psicanálise, que não depende de uma graduação única.
| Profissional | Formação | Receita remédio | O que faz |
|---|---|---|---|
| Psicólogo | Graduação em Psicologia (cerca de 5 anos) e registro no CRP | Não | Psicoterapia, avaliação psicológica e laudos |
| Psiquiatra | Medicina e especialização em Psiquiatria, com registro no CRM | Sim | Diagnóstico médico, prescrição e encaminhamento |
| Psicanalista | Formação em Psicanálise: análise pessoal, supervisão e estudo teórico | Não | Análise conduzida pelo método psicanalítico |
As categorias não são excludentes, e é aí que mora a confusão. Psicanálise é uma abordagem, não uma profissão paralela: um psicólogo registrado no CRP pode orientar toda a sua clínica pela Psicanálise. É o caso aqui.
Psicólogo e psiquiatra também não competem. É comum a mesma pessoa acompanhar os dois: a medicação atua sobre o sintoma, a psicoterapia sobre o que o sustenta. Um não substitui o outro, e o encaminhamento entre eles faz parte da prática.
Na hora de escolher, o dado objetivo que dá para conferir é o registro. Psicólogo tem número de CRP; psiquiatra tem CRM. Os dois podem ser consultados nos sites dos respectivos conselhos.
Quanto custa uma sessão de psicoterapia?
No Brasil, em 2026, a sessão particular costuma ficar entre R$ 120 e R$ 400, variando conforme região, tempo de carreira e modalidade. Aqui o valor é informado pelo WhatsApp (31) 99396-2499, porque muda conforme o tipo de atendimento: psicoterapia, avaliação psicológica e mentoria seguem lógicas diferentes.
Três coisas mexem no preço: a modalidade (online tende a custar menos que presencial), a frequência combinada e o tipo de trabalho. Uma avaliação psicológica com laudo tem escopo e prazo definidos, sendo um serviço diferente do acompanhamento contínuo.
Plano de saúde. Desde 2022, por determinação da ANS, os planos regulamentados são obrigados a cobrir psicoterapia sem limite anual, e o online tem a mesma cobertura do presencial. Se o seu plano cobre, e como funciona o reembolso, é pergunta para a operadora.
Imposto de Renda. Despesas com psicólogo são dedutíveis na declaração, desde que haja recibo com o nome e o registro profissional. Peça essa informação no agendamento.
Preço baixo não indica qualidade baixa, nem o contrário. O que a pesquisa associa a bom resultado não é o valor da sessão, é a qualidade do vínculo entre paciente e profissional.
Quanto tempo dura a terapia?
Não há prazo fixo e não dá para prever com precisão no primeiro contato. Muitos processos se estendem por 4 a 6 meses ou mais, mas há quem melhore em poucas semanas e quem siga por anos. Já uma avaliação psicológica com finalidade definida, como a de cirurgia bariátrica, costuma ser resolvida em 3 a 6 sessões.
Vale separar duas coisas: a duração da sessão e a do processo. A sessão tem tempo fixo, normalmente semanal. O processo é aberto.
O que muda a duração é o tipo de demanda. Uma questão pontual, como uma decisão difícil ou um luto recente, costuma pedir menos tempo que um padrão que se repete há anos. Na orientação psicanalítica, que trabalha a história por trás do sintoma, o processo tende a ser mais longo que em abordagens de protocolo fechado.
É comum sentir alívio já nas primeiras 4 a 8 semanas, pelo efeito de colocar em palavras algo que estava só girando na cabeça. Esse alívio é real, mas não significa que o processo terminou. Significa que começou a funcionar.
A alta é conversada, não decidida por um dos lados. E interromper não é proibido: a pessoa pode parar quando quiser, e essa decisão costuma virar assunto de sessão.
A terapia online funciona tanto quanto a presencial?
Sim, para a maior parte das demandas. O atendimento psicológico online é regulamentado no Brasil desde 2018 e hoje segue a Resolução CFP nº 9/2024, que substituiu a Resolução nº 11/2018. Há exceções previstas: situações de emergência, desastre, violência ou violação de direitos devem ser atendidas presencialmente.
Do lado prático é pouca coisa: um celular ou computador com câmera, internet estável e, o que mais pesa, um lugar reservado onde você possa falar sem ser ouvido. O sigilo do lado do profissional é dever previsto em código. Do seu lado, depende do ambiente que escolher.
Quem mora longe de centros grandes, tem rotina irregular, dificuldade de locomoção ou mora fora do país é quem mais ganha com o formato.
Uma mudança recente ainda confunde: a Resolução nº 9/2024 descontinuou o cadastro na plataforma E-PSI que a norma anterior exigia. Se você encontrar um texto pedindo esse cadastro, ele está desatualizado.
Na prática, muda menos do que se imagina. O enquadre é o mesmo: horário combinado, duração fixa, mesma frequência, mesmo sigilo. Vale só reservar 10 minutos depois da sessão em vez de emendar direto numa reunião.
O que o psicólogo pode contar para outras pessoas?
Como regra, nada. O sigilo profissional é dever previsto nos artigos 9º e 10 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e vale inclusive no atendimento de adolescentes. A quebra só é admitida em situações excepcionais, pelo critério da busca do menor prejuízo, e mesmo assim limitada às informações estritamente necessárias.
Isso vale para cônjuge, chefe, família e para quem estiver pagando a sessão. Pagar não dá direito ao conteúdo. O prontuário também não é entregue a pedido de terceiros.
No atendimento de adolescentes, a regra costuma surpreender: pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não as falas da sessão. É essa separação que torna possível o adolescente falar de verdade. A exceção é a suspeita de violência contra ele, quando a quebra se impõe.
Nos poucos casos em que o sigilo precisa ser rompido, o Código determina que o psicólogo se restrinja ao estritamente necessário. Não é abertura geral do prontuário.
Duas situações geram dúvida e não são quebra de sigilo. A supervisão clínica, em que o caso é discutido sem identificação com outro profissional também obrigado ao sigilo. E os documentos que a própria pessoa pede, como declaração de comparecimento, que são entregues a ela e não a terceiros.
Como funciona a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica?
É um laudo psicológico exigido antes da cirurgia, tanto no particular quanto pelo convênio. O processo costuma levar de 3 a 6 sessões e avalia condições emocionais e comportamentais para o pré e o pós-operatório. Não é uma prova a ser passada: é uma avaliação de preparo para uma mudança permanente de vida.
O laudo é um documento formal, emitido por psicólogo com registro ativo no CRP, e entra no conjunto de exigências da equipe cirúrgica. Sem ele, a cirurgia não é liberada.
O que se avalia, em linhas gerais: a compreensão do procedimento e das mudanças que ele impõe, a expectativa depositada na cirurgia, a relação com a comida, a presença de transtornos alimentares, a rede de apoio disponível e a capacidade de aderir ao acompanhamento longo do pós-operatório.
Esse último ponto costuma ser subestimado. A cirurgia muda o estômago, mas não muda sozinha o que a comida representa para a pessoa. É por isso que a avaliação existe, e por isso que ela não termina no dia da cirurgia.
Este é um dos campos de atuação do consultório e também tema de uma das mentorias para psicólogos.
Como é a primeira sessão de terapia?
A primeira sessão é de escuta e de combinação. O psicólogo procura entender a queixa, o contexto de vida e o que se espera do processo, e ao final combina frequência e formato. Não é preciso preparar discurso nem levar nada: quem conduz as perguntas é o profissional. Os 3 medos mais comuns estão respondidos abaixo.
Três medos aparecem com frequência, e vale desarmar os três.
“E se eu não souber o que falar?” É o mais comum e o menos problemático. Ninguém chega com um roteiro pronto. As perguntas partem do profissional, e o silêncio não é problema. Na Psicanálise ele costuma dizer alguma coisa.
“E se eu chorar?” Chorar em sessão é tão comum que faz parte do esperado. Não interrompe nada.
“E se eu for julgado?” Escutar sem julgar não é gentileza: é método. Sem isso, a pessoa edita o que conta, e o trabalho perde exatamente o material de que precisa.
Ao final, combina-se frequência, formato e como o processo vai acontecer. Se não houver encaixe com o profissional, isso também pode ser dito, e é melhor dizer cedo.
Uma coisa ajuda a chegar menos ansioso: não é preciso contar a história inteira na primeira sessão. Ninguém consegue, e não é isso que se espera. Basta começar pelo que motivou a procura agora.
O que dizem quem já fez terapia, palestra ou mentoria?
São 5 depoimentos vindos de 3 frentes de trabalho diferentes: a psicoterapia no consultório, as palestras em escolas e instituições, e as mentorias para psicólogos. Todos aparecem apenas com iniciais, porque o Código de Ética não permite identificar quem é atendido.
-
Amando fazer terapia com você! Obrigada!
L.B.R — psicoterapia -
Seu trabalho nos ajudou muito como psicóloga. Recomendo sua competência, além de sua simpatia de sempre!
G.S — psicoterapia -
Uma grande pessoa e uma profissional maravilhosa. Seu trabalho fez diferença em nossa escola.
B.A — escola -
Uma profissional incrível. Sua palestra em nosso evento na IASD foi maravilhosa.
G.G — palestra -
Excelente didática e ensinamentos na mentoria. Indico demais.
A.G.S — mentoria
Depoimento não é promessa de resultado, e é importante dizer isso com todas as letras: o Código de Ética veda ao psicólogo prometer resultados ou usar o caso de um paciente como propaganda. Cada processo é singular.
O que estes recados mostram é como foi a experiência de trabalhar junto. Três vêm de contextos coletivos, em que o trabalho é público e pode ser descrito sem quebra de sigilo. Dois vêm de pessoas atendidas, publicados só com as iniciais.
Se você quer avaliar um profissional antes de marcar, o depoimento é o sinal mais fraco disponível, justamente porque a ética limita o que pode ser publicado. Sinais melhores: o registro ativo no CRP, a clareza sobre como o trabalho funciona e a forma como suas perguntas são respondidas antes da primeira sessão.
O que mais as pessoas perguntam antes de marcar?
Mais 4 perguntas que chegam com frequência pelo WhatsApp antes de marcar: sigilo no atendimento de adolescente, terapia de casal quando só um dos dois quer ir, o que é exatamente a Psicanálise e se dá para trocar de profissional no meio do caminho.
Um adolescente pode fazer terapia sem os pais saberem o que ele falou?
Sim. O sigilo vale também para menores de idade.
Pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não têm direito ao conteúdo das sessões. A exceção é a suspeita de violência contra a criança ou o adolescente, situação em que a quebra do sigilo se torna necessária, restrita ao estritamente necessário.
Terapia de casal funciona se só um dos dois quer ir?
A terapia de casal pressupõe os dois presentes, porque o que se trabalha é o vínculo, não cada pessoa isoladamente.
Quando só um quer, o caminho costuma ser a psicoterapia individual, que também trata das relações e muitas vezes muda a dinâmica do casal por tabela. Os dois formatos são atendidos aqui.
O que é a Psicanálise?
É uma abordagem clínica que parte da fala do paciente para chegar ao que não está claro nem para ele.
Em vez de focar apenas no sintoma que se apresenta, procura a história que o sustenta. É a orientação principal deste consultório, aberta às contribuições de outras teorias quando elas ajudam a compreender melhor o caso.
Posso trocar de psicólogo se não me adaptar?
Pode, a qualquer momento e sem precisar justificar.
A qualidade do vínculo entre paciente e profissional é um dos fatores mais associados ao resultado da terapia. Não se adaptar não é fracasso de nenhum dos dois lados, e comunicar isso costuma ser mais útil do que simplesmente sumir.
Toda dúvida cabe antes de agendar
Pode mandar pelo WhatsApp. Responder pergunta antes de agendar faz parte do trabalho, e não compromete você a marcar nada.