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Patrícia Moreira Psicóloga

Dúvidas e feedbacks

Perguntas frequentes sobre terapia As 12 dúvidas que mais aparecem antes da primeira sessão, respondidas de forma direta.

Se a sua pergunta não estiver aqui, pode mandar pelo WhatsApp. Responder dúvida antes de agendar faz parte do trabalho.

Abre o WhatsApp com a mensagem já escrita.

Poltrona de atendimento do consultório em Campo Belo, com planta, luminária acesa e o quadro Escuta, Acolhe, Transforma na parede.

Como saber se preciso de terapia?

Alguns sintomas indicam a viabilidade de buscar atendimento psicológico:

  • Você quer se conhecer melhor ou entender melhor sua história de vida, missão, etc.
  • Um mesmo assunto lhe preocupa há semanas
  • Houve perda, término ou mudança grande e repentina
  • Ansiedade, preocupação ou estresse intensos e frequentes
  • Tristeza, desânimo ou sensação de vazio que persistem por semanas
  • Crises de pânico ou medo intenso
  • Dificuldade para dormir ou excesso de sono relacionado ao sofrimento emocional
  • Mudanças importantes no apetite ou na energia nas quais não foram identificadas causas físicas em atendimento médico anterior
  • Dificuldade para controlar a raiva ou outras emoções
  • Problemas nos relacionamentos que se repetem
  • Luto, separação, perda de emprego ou outras mudanças difíceis de enfrentar
  • Dificuldade para realizar atividades do dia a dia por causa do sofrimento emocional
  • Uso de álcool e/ou substâncias psicoativas
  • Sensação de estar sobrecarregado ou de não conseguir lidar com os problemas sozinho
  • Avaliação psicológica para cirurgia bariátrica
  • Entre outros

Se você se identificou com um ou mais sintomas, estou à disposição para conversarmos melhor.

Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista?

São três formações diferentes. O psicólogo tem graduação em Psicologia, de cerca de 5 anos, e registro obrigatório no CRP. O psiquiatra é médico e é o único dos três que pode prescrever medicamentos. O psicanalista tem formação específica em Psicanálise, que não depende de uma graduação única.

Comparação entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista
Profissional Formação Receita remédio O que faz
Psicólogo Graduação em Psicologia (cerca de 5 anos) e registro no CRP Não Psicoterapia, avaliação psicológica e laudos
Psiquiatra Medicina e especialização em Psiquiatria, com registro no CRM Sim Diagnóstico médico, prescrição e encaminhamento
Psicanalista Formação em Psicanálise: análise pessoal, supervisão e estudo teórico Não Análise conduzida pelo método psicanalítico

As categorias não são excludentes, e é aí que mora a confusão. Psicanálise é uma abordagem, não uma profissão paralela: um psicólogo registrado no CRP pode orientar toda a sua clínica pela Psicanálise. É o caso aqui.

Psicólogo e psiquiatra também não competem. É comum a mesma pessoa acompanhar os dois: a medicação atua sobre o sintoma, a psicoterapia sobre o que o sustenta. Um não substitui o outro, e o encaminhamento entre eles faz parte da prática.

Na hora de escolher, o dado objetivo que dá para conferir é o registro. Psicólogo tem número de CRP; psiquiatra tem CRM. Os dois podem ser consultados nos sites dos respectivos conselhos.

Qual o valor da sessão de Psicoterapia?

Como os valores são atualizados constantemente e por questões éticas, pedimos gentileza entrar em contato pelo WhatsApp e solicitar maiores informações sobre valores e condições.

Quanto tempo dura a terapia?

A psicoterapia é realizada semanalmente — em casos muito específicos e alinhados, este prazo pode ser estendido ou diminuído.

A duração da carga horária é de 50 a 60 minutos.

O atendimento pode durar meses e até anos, a depender da demanda do paciente e da avaliação psicológica.

A terapia online funciona tanto quanto a presencial?

Sim, para a maior parte das demandas. O atendimento psicológico online é regulamentado no Brasil desde 2018.

Há exceções previstas: situações de emergência, desastre, violência ou violação de direitos devem ser atendidas presencialmente.

As demais podem ser realizadas online, inclusive algumas avaliações psicológicas, como a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica.

Algumas vantagens do atendimento online são:

  • Mais praticidade: é possível realizar as sessões de qualquer lugar com acesso à internet, sem precisar se deslocar.
  • Economia de tempo e custos: reduz gastos com transporte e o tempo de ida e volta ao consultório.
  • Maior flexibilidade de horários: facilita o encaixe das sessões na rotina de trabalho, estudos ou cuidados com a família.
  • Mais acesso aos profissionais: permite escolher um psicólogo que atenda às suas necessidades, mesmo que ele esteja em outra cidade.
  • Conforto e privacidade: muitas pessoas se sentem mais à vontade para conversar estando em um ambiente familiar.
  • Continuidade do tratamento: é mais fácil manter as sessões durante viagens, mudanças de cidade ou em períodos de mobilidade reduzida.
  • Eficácia comprovada: para muitas condições, como ansiedade, depressão e estresse, a terapia online pode ser tão eficaz quanto a presencial quando realizada por um profissional qualificado.

O mais importante é que o atendimento seja realizado por um psicólogo habilitado e que as sessões ocorram em um ambiente reservado, garantindo privacidade e uma boa conexão com a internet.

O que o psicólogo pode contar para outras pessoas?

Como regra, nada. O sigilo profissional é dever previsto nos artigos 9º e 10 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e vale inclusive no atendimento de adolescentes. A quebra só é admitida em situações excepcionais, pelo critério da busca do menor prejuízo, e mesmo assim limitada às informações estritamente necessárias.

Isso vale para cônjuge, chefe, família e para quem estiver pagando a sessão. Pagar não dá direito ao conteúdo. O prontuário também não é entregue a pedido de terceiros.

No atendimento de adolescentes, a regra costuma surpreender: pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não as falas da sessão. É essa separação que torna possível o adolescente falar de verdade. A exceção é a suspeita de violência contra ele, quando a quebra se impõe.

Nos poucos casos em que o sigilo precisa ser rompido, o Código determina que o psicólogo se restrinja ao estritamente necessário. Não é abertura geral do prontuário.

Duas situações geram dúvida e não são quebra de sigilo. A supervisão clínica, em que o caso é discutido sem identificação com outro profissional também obrigado ao sigilo. E os documentos que a própria pessoa pede, como declaração de comparecimento, que são entregues a ela e não a terceiros.

Como funciona a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica?

É um laudo psicológico exigido antes da cirurgia, tanto no particular quanto pelo convênio. O processo costuma levar de 3 a 6 sessões e avalia condições emocionais e comportamentais para o pré e o pós-operatório. Não é uma prova a ser passada: é uma avaliação de preparo para uma mudança permanente de vida.

O laudo é um documento formal, emitido por psicólogo com registro ativo no CRP, e entra no conjunto de exigências da equipe cirúrgica. Sem ele, a cirurgia não é liberada.

O que se avalia, em linhas gerais: a compreensão do procedimento e das mudanças que ele impõe, a expectativa depositada na cirurgia, a relação com a comida, a presença de transtornos alimentares, a rede de apoio disponível e a capacidade de aderir ao acompanhamento longo do pós-operatório.

Esse último ponto costuma ser subestimado. A cirurgia muda o estômago, mas não muda sozinha o que a comida representa para a pessoa. É por isso que a avaliação existe, e por isso que ela não termina no dia da cirurgia.

Este é um dos campos de atuação do consultório e também tema de uma das mentorias para psicólogos.

Como é a primeira sessão de terapia?

A primeira sessão é de escuta e de combinação. O psicólogo procura entender a queixa, o contexto de vida e o que se espera do processo, e ao final combina frequência e formato. Não é preciso preparar discurso nem levar nada: quem conduz as perguntas é o profissional. Os 3 medos mais comuns estão respondidos abaixo.

Três medos aparecem com frequência, e vale desarmar os três.

“E se eu não souber o que falar?” É o mais comum e o menos problemático. Ninguém chega com um roteiro pronto. As perguntas partem do profissional, e o silêncio não é problema. Na Psicanálise ele costuma dizer alguma coisa.

“E se eu chorar?” Chorar em sessão é tão comum que faz parte do esperado. Não interrompe nada.

“E se eu for julgado?” Escutar sem julgar não é gentileza: é método. Sem isso, a pessoa edita o que conta, e o trabalho perde exatamente o material de que precisa.

Ao final, combina-se frequência, formato e como o processo vai acontecer. Se não houver encaixe com o profissional, isso também pode ser dito, e é melhor dizer cedo.

Uma coisa ajuda a chegar menos ansioso: não é preciso contar a história inteira na primeira sessão. Ninguém consegue, e não é isso que se espera. Basta começar pelo que motivou a procura agora.

O que dizem quem já fez terapia, palestra ou mentoria?

São 5 depoimentos vindos de 3 frentes de trabalho diferentes: a psicoterapia no consultório, as palestras em escolas e instituições, e as mentorias para psicólogos. Todos aparecem apenas com iniciais, porque o Código de Ética não permite identificar quem é atendido.

Depoimento não é promessa de resultado, e é importante dizer isso com todas as letras: o Código de Ética veda ao psicólogo prometer resultados ou usar o caso de um paciente como propaganda. Cada processo é singular.

O que estes recados mostram é como foi a experiência de trabalhar junto. Três vêm de contextos coletivos, em que o trabalho é público e pode ser descrito sem quebra de sigilo. Dois vêm de pessoas atendidas, publicados só com as iniciais.

Se você quer avaliar um profissional antes de marcar, o depoimento é o sinal mais fraco disponível, justamente porque a ética limita o que pode ser publicado. Sinais melhores: o registro ativo no CRP, a clareza sobre como o trabalho funciona e a forma como suas perguntas são respondidas antes da primeira sessão.

O que mais as pessoas perguntam antes de marcar?

Mais 4 perguntas que chegam com frequência pelo WhatsApp antes de marcar: sigilo no atendimento de adolescente, terapia de casal quando só um dos dois quer ir, o que é exatamente a Psicanálise e se dá para trocar de profissional no meio do caminho.

Um adolescente pode fazer terapia sem os pais saberem o que ele falou?

Sim. O sigilo vale também para menores de idade.

Pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não têm direito ao conteúdo das sessões. A exceção é a suspeita de violência contra a criança ou o adolescente, situação em que a quebra do sigilo se torna necessária, restrita ao estritamente necessário.

Terapia de casal funciona se só um dos dois quer ir?

A terapia de casal pressupõe os dois presentes, porque o que se trabalha é o vínculo, não cada pessoa isoladamente.

Quando só um quer, o caminho costuma ser a psicoterapia individual, que também trata das relações e muitas vezes muda a dinâmica do casal por tabela. Os dois formatos são atendidos aqui.

O que é a Psicanálise?

É uma abordagem clínica que parte da fala do paciente para chegar ao que não está claro nem para ele.

Em vez de focar apenas no sintoma que se apresenta, procura a história que o sustenta. É a orientação principal deste consultório, aberta às contribuições de outras teorias quando elas ajudam a compreender melhor o caso.

Posso trocar de psicólogo se não me adaptar?

Pode, a qualquer momento e sem precisar justificar.

A qualidade do vínculo entre paciente e profissional é um dos fatores mais associados ao resultado da terapia. Não se adaptar não é fracasso de nenhum dos dois lados, e comunicar isso costuma ser mais útil do que simplesmente sumir.

Toda dúvida cabe antes de agendar

Pode mandar pelo WhatsApp. Responder pergunta antes de agendar faz parte do trabalho, e não compromete você a marcar nada.