Dúvidas e feedbacks
Perguntas frequentes sobre terapia As 12 dúvidas que mais aparecem antes da primeira sessão, respondidas de forma direta.
Se a sua pergunta não estiver aqui, pode mandar pelo WhatsApp. Responder dúvida antes de agendar faz parte do trabalho.
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Como saber se preciso de terapia?
Alguns sintomas indicam a viabilidade de buscar atendimento psicológico:
- Você quer se conhecer melhor ou entender melhor sua história de vida, missão, etc.
- Um mesmo assunto lhe preocupa há semanas
- Houve perda, término ou mudança grande e repentina
- Ansiedade, preocupação ou estresse intensos e frequentes
- Tristeza, desânimo ou sensação de vazio que persistem por semanas
- Crises de pânico ou medo intenso
- Dificuldade para dormir ou excesso de sono relacionado ao sofrimento emocional
- Mudanças importantes no apetite ou na energia nas quais não foram identificadas causas físicas em atendimento médico anterior
- Dificuldade para controlar a raiva ou outras emoções
- Problemas nos relacionamentos que se repetem
- Luto, separação, perda de emprego ou outras mudanças difíceis de enfrentar
- Dificuldade para realizar atividades do dia a dia por causa do sofrimento emocional
- Uso de álcool e/ou substâncias psicoativas
- Sensação de estar sobrecarregado ou de não conseguir lidar com os problemas sozinho
- Avaliação psicológica para cirurgia bariátrica
- Entre outros
Se você se identificou com um ou mais sintomas, estou à disposição para conversarmos melhor.
Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista?
São três formações diferentes. O psicólogo tem graduação em Psicologia, de cerca de 5 anos, e registro obrigatório no CRP. O psiquiatra é médico e é o único dos três que pode prescrever medicamentos. O psicanalista tem formação específica em Psicanálise, que não depende de uma graduação única.
| Profissional | Formação | Receita remédio | O que faz |
|---|---|---|---|
| Psicólogo | Graduação em Psicologia (cerca de 5 anos) e registro no CRP | Não | Psicoterapia, avaliação psicológica e laudos |
| Psiquiatra | Medicina e especialização em Psiquiatria, com registro no CRM | Sim | Diagnóstico médico, prescrição e encaminhamento |
| Psicanalista | Formação em Psicanálise: análise pessoal, supervisão e estudo teórico | Não | Análise conduzida pelo método psicanalítico |
As categorias não são excludentes, e é aí que mora a confusão. Psicanálise é uma abordagem, não uma profissão paralela: um psicólogo registrado no CRP pode orientar toda a sua clínica pela Psicanálise. É o caso aqui.
Psicólogo e psiquiatra também não competem. É comum a mesma pessoa acompanhar os dois: a medicação atua sobre o sintoma, a psicoterapia sobre o que o sustenta. Um não substitui o outro, e o encaminhamento entre eles faz parte da prática.
Na hora de escolher, o dado objetivo que dá para conferir é o registro. Psicólogo tem número de CRP; psiquiatra tem CRM. Os dois podem ser consultados nos sites dos respectivos conselhos.
Qual o valor da sessão de Psicoterapia?
Como os valores são atualizados constantemente e por questões éticas, pedimos gentileza entrar em contato pelo WhatsApp e solicitar maiores informações sobre valores e condições.
Quanto tempo dura a terapia?
A psicoterapia é realizada semanalmente — em casos muito específicos e alinhados, este prazo pode ser estendido ou diminuído.
A duração da carga horária é de 50 a 60 minutos.
O atendimento pode durar meses e até anos, a depender da demanda do paciente e da avaliação psicológica.
A terapia online funciona tanto quanto a presencial?
Sim, para a maior parte das demandas. O atendimento psicológico online é regulamentado no Brasil desde 2018.
Há exceções previstas: situações de emergência, desastre, violência ou violação de direitos devem ser atendidas presencialmente.
As demais podem ser realizadas online, inclusive algumas avaliações psicológicas, como a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica.
Algumas vantagens do atendimento online são:
- Mais praticidade: é possível realizar as sessões de qualquer lugar com acesso à internet, sem precisar se deslocar.
- Economia de tempo e custos: reduz gastos com transporte e o tempo de ida e volta ao consultório.
- Maior flexibilidade de horários: facilita o encaixe das sessões na rotina de trabalho, estudos ou cuidados com a família.
- Mais acesso aos profissionais: permite escolher um psicólogo que atenda às suas necessidades, mesmo que ele esteja em outra cidade.
- Conforto e privacidade: muitas pessoas se sentem mais à vontade para conversar estando em um ambiente familiar.
- Continuidade do tratamento: é mais fácil manter as sessões durante viagens, mudanças de cidade ou em períodos de mobilidade reduzida.
- Eficácia comprovada: para muitas condições, como ansiedade, depressão e estresse, a terapia online pode ser tão eficaz quanto a presencial quando realizada por um profissional qualificado.
O mais importante é que o atendimento seja realizado por um psicólogo habilitado e que as sessões ocorram em um ambiente reservado, garantindo privacidade e uma boa conexão com a internet.
O que o psicólogo pode contar para outras pessoas?
Como regra, nada. O sigilo profissional é dever previsto nos artigos 9º e 10 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e vale inclusive no atendimento de adolescentes. A quebra só é admitida em situações excepcionais, pelo critério da busca do menor prejuízo, e mesmo assim limitada às informações estritamente necessárias.
Isso vale para cônjuge, chefe, família e para quem estiver pagando a sessão. Pagar não dá direito ao conteúdo. O prontuário também não é entregue a pedido de terceiros.
No atendimento de adolescentes, a regra costuma surpreender: pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não as falas da sessão. É essa separação que torna possível o adolescente falar de verdade. A exceção é a suspeita de violência contra ele, quando a quebra se impõe.
Nos poucos casos em que o sigilo precisa ser rompido, o Código determina que o psicólogo se restrinja ao estritamente necessário. Não é abertura geral do prontuário.
Duas situações geram dúvida e não são quebra de sigilo. A supervisão clínica, em que o caso é discutido sem identificação com outro profissional também obrigado ao sigilo. E os documentos que a própria pessoa pede, como declaração de comparecimento, que são entregues a ela e não a terceiros.
Como funciona a avaliação psicológica para cirurgia bariátrica?
É um laudo psicológico exigido antes da cirurgia, tanto no particular quanto pelo convênio. O processo costuma levar de 3 a 6 sessões e avalia condições emocionais e comportamentais para o pré e o pós-operatório. Não é uma prova a ser passada: é uma avaliação de preparo para uma mudança permanente de vida.
O laudo é um documento formal, emitido por psicólogo com registro ativo no CRP, e entra no conjunto de exigências da equipe cirúrgica. Sem ele, a cirurgia não é liberada.
O que se avalia, em linhas gerais: a compreensão do procedimento e das mudanças que ele impõe, a expectativa depositada na cirurgia, a relação com a comida, a presença de transtornos alimentares, a rede de apoio disponível e a capacidade de aderir ao acompanhamento longo do pós-operatório.
Esse último ponto costuma ser subestimado. A cirurgia muda o estômago, mas não muda sozinha o que a comida representa para a pessoa. É por isso que a avaliação existe, e por isso que ela não termina no dia da cirurgia.
Este é um dos campos de atuação do consultório e também tema de uma das mentorias para psicólogos.
Como é a primeira sessão de terapia?
A primeira sessão é de escuta e de combinação. O psicólogo procura entender a queixa, o contexto de vida e o que se espera do processo, e ao final combina frequência e formato. Não é preciso preparar discurso nem levar nada: quem conduz as perguntas é o profissional. Os 3 medos mais comuns estão respondidos abaixo.
Três medos aparecem com frequência, e vale desarmar os três.
“E se eu não souber o que falar?” É o mais comum e o menos problemático. Ninguém chega com um roteiro pronto. As perguntas partem do profissional, e o silêncio não é problema. Na Psicanálise ele costuma dizer alguma coisa.
“E se eu chorar?” Chorar em sessão é tão comum que faz parte do esperado. Não interrompe nada.
“E se eu for julgado?” Escutar sem julgar não é gentileza: é método. Sem isso, a pessoa edita o que conta, e o trabalho perde exatamente o material de que precisa.
Ao final, combina-se frequência, formato e como o processo vai acontecer. Se não houver encaixe com o profissional, isso também pode ser dito, e é melhor dizer cedo.
Uma coisa ajuda a chegar menos ansioso: não é preciso contar a história inteira na primeira sessão. Ninguém consegue, e não é isso que se espera. Basta começar pelo que motivou a procura agora.
O que dizem quem já fez terapia, palestra ou mentoria?
São 5 depoimentos vindos de 3 frentes de trabalho diferentes: a psicoterapia no consultório, as palestras em escolas e instituições, e as mentorias para psicólogos. Todos aparecem apenas com iniciais, porque o Código de Ética não permite identificar quem é atendido.
-
Amando fazer terapia com você! Obrigada!
L.B.R — psicoterapia -
Seu trabalho nos ajudou muito como psicóloga. Recomendo sua competência, além de sua simpatia de sempre!
G.S — psicoterapia -
Uma grande pessoa e uma profissional maravilhosa. Seu trabalho fez diferença em nossa escola.
B.A — escola -
Uma profissional incrível. Sua palestra em nosso evento na IASD foi maravilhosa.
G.G — palestra -
Excelente didática e ensinamentos na mentoria. Indico demais.
A.G.S — mentoria
Depoimento não é promessa de resultado, e é importante dizer isso com todas as letras: o Código de Ética veda ao psicólogo prometer resultados ou usar o caso de um paciente como propaganda. Cada processo é singular.
O que estes recados mostram é como foi a experiência de trabalhar junto. Três vêm de contextos coletivos, em que o trabalho é público e pode ser descrito sem quebra de sigilo. Dois vêm de pessoas atendidas, publicados só com as iniciais.
Se você quer avaliar um profissional antes de marcar, o depoimento é o sinal mais fraco disponível, justamente porque a ética limita o que pode ser publicado. Sinais melhores: o registro ativo no CRP, a clareza sobre como o trabalho funciona e a forma como suas perguntas são respondidas antes da primeira sessão.
O que mais as pessoas perguntam antes de marcar?
Mais 4 perguntas que chegam com frequência pelo WhatsApp antes de marcar: sigilo no atendimento de adolescente, terapia de casal quando só um dos dois quer ir, o que é exatamente a Psicanálise e se dá para trocar de profissional no meio do caminho.
Um adolescente pode fazer terapia sem os pais saberem o que ele falou?
Sim. O sigilo vale também para menores de idade.
Pais e responsáveis têm direito a saber os objetivos do trabalho e como ele evolui, mas não têm direito ao conteúdo das sessões. A exceção é a suspeita de violência contra a criança ou o adolescente, situação em que a quebra do sigilo se torna necessária, restrita ao estritamente necessário.
Terapia de casal funciona se só um dos dois quer ir?
A terapia de casal pressupõe os dois presentes, porque o que se trabalha é o vínculo, não cada pessoa isoladamente.
Quando só um quer, o caminho costuma ser a psicoterapia individual, que também trata das relações e muitas vezes muda a dinâmica do casal por tabela. Os dois formatos são atendidos aqui.
O que é a Psicanálise?
É uma abordagem clínica que parte da fala do paciente para chegar ao que não está claro nem para ele.
Em vez de focar apenas no sintoma que se apresenta, procura a história que o sustenta. É a orientação principal deste consultório, aberta às contribuições de outras teorias quando elas ajudam a compreender melhor o caso.
Posso trocar de psicólogo se não me adaptar?
Pode, a qualquer momento e sem precisar justificar.
A qualidade do vínculo entre paciente e profissional é um dos fatores mais associados ao resultado da terapia. Não se adaptar não é fracasso de nenhum dos dois lados, e comunicar isso costuma ser mais útil do que simplesmente sumir.
Toda dúvida cabe antes de agendar
Pode mandar pelo WhatsApp. Responder pergunta antes de agendar faz parte do trabalho, e não compromete você a marcar nada.